Quando eu era criança vestibulanda, os candidatos aos cursos da área de ciências humanas da UFPR tinham que, além de realizar aquela prova mucho loca de questões com resultado de somatória, fazer também uma prova discursiva de história.
Tive muita sorte mesmo em ter durante o segundo grau (desculpa que no meu tempo não era ensino médio) dois professores espetaculares dessa disciplina, com a qual nunca simpatizei muito: Gastão Vieira de Alencar Junior (melhor nome) e a Priscilão (que era irmã do Ivo [professor de biologia do primeiro ano], mas não me lembro do sobrenome da família). Ambos eram eloquentes, engraçados e apaixonados pela matéria, então era impossível não assimilar alguma coisa.
Numa insana revisão de véspera, a Priscila deu uma pincelada em história contemporânea, que não tinha sido assim exploraaada durante o ano. Passamos pela Guerra Civil Espanhola e ela comentou sobre o retrato que Pablo Picasso havia feito representando o bombardeio sofrido por uma cidade espanhola. Achei impressionante, fui pra casa, dormi.
No dia seguinte, a famigerada prova discursiva. A última questão era uma reprodução do painel “Guernica”, que deveríamos interpretar e contextualizar. Dei pulinhos internos de alegria e passei no vestibular, brigada.
Semana passada, essa historinha voltou à minha mente quando trombei nesta internet de meu deus com uma renderização 3D da tela. Olha que maravilha: