Presença na web

Sua empresa criou um site, uma página no Facebook, um perfil no Twitter, um canal no YouTube e uma conta no Instagram, mas ainda não sabe o que vai fazer com todas essas ferramentas?

Se você chegou até aqui quer dizer que tem interesse e se preocupa com a impressão da sua marca, empresa, produto ou serviço na internet. Esse é um ótimo começo, mesmo! Mas pode ser que todas estas ferramentas listadas acima não sejam úteis para seu público-alvo e consequentemente para sua empresa. Porque nas redes sociais seu trabalho deve ser totalmente focado no seu cliente, que também pode ser chamado de fã ou seguidor, ou seja, ele é quem guia a sua atuação nessas mídias.

Importante é gerar conteúdo interessante e que agregue algum valor, conhecimento ou informação que seu “fã” julga valiosa para ele. Para que lhe agregue algo e depois ele lembre que sua marca disse isso, mostrou uma solução para o problema dele.

A presença online de uma empresa é baseada em dois pontos: na geração de conteúdo relevante para seu cliente e no conteúdo relativo à sua empresa que esses clientes publicam nas redes sociais. E é nessa questão de conteúdo publicado pelos clientes que é preciso cuidado. Considerando que não há como proibir na internet, é possível reverter uma situação negativa gerada, mas é mais importante evita-la. É nesse momento que faz a diferença contar com profissionais da área que sabem o quê e como deve ser feito esse trabalho. Para que eventuais dificuldades maiores sejam evitadas e sua marca só ganhe com a presença nas redes sociais.

A geração Z vai mudar o mundo

Que época para se viver!


(a menina sisuda com os pés no chão é minha avó, em 1910)

Há algumas décadas, uma criança nada mais era do que uma pessoa pequena. O conceito recente de infância e toda a relação social, psicológica e afetiva que existe hoje entre adultos e crianças são fenômenos recentes e, até por isso, inconsistentes. Isso me permite acreditar que possamos estar vivendo o declínio de uma era vencida. Talvez seja apenas uma questão de tempo para que esses jovens nascidos hiperconectados passem a ditar as regras. Aos fatos:

Janeiro de 2012: Pedro Franceschi, brasileiro de 15 anos, desenvolveu extraoficialmente um aplicativo que habilitava a app Siri, do iPhone 4S, a entender o português.

Abril de 2012: Martha Payne, escocesa de 9 anos, dá início a um blog em que registra a apresentação e qualidade da merenda servida aos alunos de sua escola. Suas manifestações ganharam força e a menina foi responsável pelo início de um movimento de revisão dos lanches escolares em seu país.

Maio de 2012 (veja mesmo o vídeo antes de ler a matéria): Jack Andraka, norte-americano de 15 anos, conquistou o prêmio principal na Feira Internacional de Engenharia e Ciências da Intel. Seu feito? Um teste para detecção do câncer de pâncreas 68 vezes mais rápido, 400 vezes mais sensível e 26 mil vezes mais barato que o padrão usado hoje para detectar a doença, passível de cura para apenas 2% dos doentes com diagnóstico realizado em estágio avançado.

Julho de 2012: Isadora Faber, brasileira de 13 anos, dá início a uma página no Facebook para relatar o cotidiano da escola pública que frequenta em Florianópolis (SC). Funcionários, professores e até a diretora tentam impedir a menina de dar continuidade a seu trabalho. Diz ela: “estou fazendo essa página sozinha, para mostrar a verdade sobre as escolas públicas. Quero melhor não só pra mim, mas pra todos.”

Posso começar dizendo que é preciso somar a idade de pelo menos três dos personagens acima para chegar à minha. E que nunca fiz nada que chegasse nem próximo da mesma representatividade que o trabalho deles está tendo – e ainda vai ter, aposto – para eles mesmos e para a sociedade. Mas, qual a diferença entre a minha juventude e a deles? Acesso à informação e noção de coletividade, digo eu. Pensar no todo, sair do próprio umbigo, usar a vida para um bem maior, que vá além das suas causas próprias.

Minha geração nasceu no intervalo entre a juventude reprimida e a hiperconectividade atual. Quando começamos a usar a internet, ainda não tínhamos muita noção de até onde ela poderia nos levar. O acesso era restrito (podia mais quem tinha mais dinheiro para equipamentos e para o acesso propriamente dito), os recursos da própria web eram limitados e nossa cabeça ainda não estava minimamente preparada para lidar com a vazão de informação útil e inútil a que estávamos sendo expostos. Nem me passaria pela cabeça há 10 anos que hoje a internet seria meu meio de vida, meu supermercado, meu cinema e minha estante de CDs, pra dizer pouco sobre o quanto a rede hoje tem importância cotidiana pra mim, que fui apresentada à www em 1995. O que a web representa hoje pra quem estava nascendo em 1995?

Estou ansiosa pelo futuro. Quero muito viver um tempo mais generoso, mais libertário, mais igual pra todo mundo, e tenho certeza que a web é o passaporte de todas as cores e todas as classes para esse tempo. Meu conselho para a próxima geração é: use filtro solar. manifeste-se. Junte-se a quem pensa como você, faça a diferença de verdade. Deixar sua marca no mundo é muito mais do que desenhar um coração na árvore do parque.

PS: Álvaro Borba, muso desta escriba, entrevistou a jovem Isadora e escreveu sobre ela e sobre muitos outros assuntos relevantes e imperdíveis em seu blog.

Mídia Online e Mídia Offline?

Muitas empresas têm o hábito de dividir sua publicidade em online e offline, mas essa divisão já pode ser considerada antiquada. Hoje, não é mais possível escolhermos somente uma das duas mídias para publicar um anúncio ou realizar uma ação promocional. Mesmo que se crie uma campanha somente nas ruas, televisão, outdoors e revistas, sua repercussão vai passar pelas redes sociais. Não adianta! A internet já faz parte do dia-a-dia, da rotina das pessoas.

Se pensarmos que no Brasil somos em 200 milhões de habitantes, que metade desse número corresponde ao total de computadores no país e que, além disso, existem 253 milhões de celulares nas mãos de brasileiros, é claro vermos uma oportunidade de negócio. Ou seja, presença na internet configura-se não mais um diferencial, mas sim uma exigência do público e do mercado.

Portanto é preciso visualizar e conhecer cada oportunidade nas novas mídias, essas que aparecem diariamente. E aqueles que souberem usar as oportunidades de forma integrada com as mídias “tradicionais” disponíveis e relevantes para o público sairão ganhando espaço e mercado.

Agora, para compreender um pouco melhor essa visão, confira algumas campanhas que foram indicadas e premiadas em Cannes que usam de forma criativa diferentes mídias online e offline.

O que vai acontecer com a Internet

Bilhões de pessoas têm acesso à Internet. Acesso à Internet é um conceito comum entre os mais diferentes tipos de pessoas. Ricos, pobres, brasileiros, parisienses, japoneses, cientistas, noveleiros, jogadores de futebol, prostitutas e jornalistas. É um cotidiano compartilhado, o dia-a-dia. Sozinho, mas em conjunto.

O que vai acontecer com a Internet? Quais serão os próximos hits? Quem serão os grandes players da próxima década? Pra onde vão o Google, a Apple, o Facebook e a Microsoft? Podemos não saber as respostas, mas todos temos uns pitacos pra dar. São bilhões de pessoas em contato com um cotidiano comum. É um universo espetacular para o pitaco. Deveríamos catalogar alguns e ver quais acertam mais.

Um artigo de ontem me chamou a atenção em especial. Chama-se The New New Web: Ask Not Who Needs It, Ask Who Wants It e foi escrito pelo Keval Desai, um investidor do Vale do Silício com mega experiência em Internet (OK, uma coisa meio genérica para ser especialista hoje em dia, mas existem). No fundo, estou escrevendo este post para recomendar a leitura. É raro encontrar uma síntese tão boa dos tempos atuais e do que se espera dos próximos anos.

A grande sacada é a associação da Internet com a Pirâmide de Maslow. Essa é aquela hierarquia que diz que as pessoas precisam primeiro satisfazer suas necessidades básicas (saúde, comida, etc) para depois perseguir amor, afeição e, depois de tudo, autorrealização. Primeiro, as pessoas precisam. Depois, elas querem.

No período 1992-2012, a Internet teria sido a era do Need. Não se tinha nada. Era difícil achar as coisas, veio o Google. Era difícil comprar, veio a Amazon. Era difícil navegar, houve a guerra dos browsers. Email? Gmail. Chat? MSN. Falar? Skype. E várias outras áreas nas quais, apesar de ainda haver concorrência e evolução, o mercado já vai se estabilizando. As ferramentas e serviços já estão razoavelmente maduros.

Atualmente, estaríamos entrando na era do Want. As pessoas já têm o que elas precisam: acesso à informação, banda larga, compras online, conveniência, comodidade. Claro, ainda existe um processo de democratização disso, mas a tecnologia está aí. Só resta ao mercado, aos governos e às pessoas entrarem em um consenso de como distribuir tudo. Mas e o que as pessoas querem? Luxo, poder, sedução? Viagens, relacionamento, supérfluos? Tablets, Ultrabooks, Lanterninhas USB?

É um desafio enorme saber o que as pessoas querem. Trabalhamos e vivemos muito por esse objetivo. Quando dou sorte, consigo descobrir o que eu mesmo quero. O que os outros querem, vamos tentando.

A verdade é que as empresas que conseguiram entender isso antes que as outras estão se dando muito bem. Não preciso de um iPhone, muito menos de um Instagram. Mas, mesmo não querendo assumir, inconscientemente queremos.

Invista um tempo e leia o artigo no All Things D. Há muitas ideias boas e grandes estalos para fazer pensar.

Como os daltônicos podem identificar as cores?

Pensar com a cabeça alheia deveria ser disciplina escolar obrigatória em qualquer currículo em todos os anos em todas as escolas do universo. É um exercício evolutivo poderoso e transformador, daqueles capazes de surpreender-nos a respeito de um assunto sobre o qual supostamente temos domínio: nós mesmos. É muito revelador, recomendo. As respostas que vêm dessa prática (e da reflexão causada por ela)  também são capazes de resultar em soluções inesperadas pra problemas universais. Tá aqui um exemplo:

Saiu na Folha De São Paulo, em 07/10. Um designer português deu jeito em uma das minhas (tantas) angústias pessoais e profissionais: tentar entender como os olhos de alguém tão igual a mim não estão enxergando aquilo que eu estou vendo. Pior: e quando esse alguém é meu cliente? Como tentar explicar UMA COR, coisa que a gente aprende no maternal que parece tão primária? Pois Miguel Neiva saiu da caixinha, pensou como um daltônico e deu um jeito de fazer com que 10% da população masculina (400 milhões de homens, um universo bem representativo) conseguisse, se não perceber, pelo menos entender a cor verde, que habitualmente é confundida com o vermelho nos casos de daltonismo.

O diagrama, chamado de ColorADD, explica a formação das cores secundárias, baseadas nas primárias, e traz um símbolo pra representar cada uma das cores formadas pelos tons puros e por suas misturas, mais o preto e o branco. Conhecendo esse código, o portador de daltonismo identifica a cor pelo símbolo correspondente a ela. Simples – mais ainda depois que alguém dedica oito anos da vida estudando pra conceber a ideia.

Em Portugal, algumas cidades já usam o sistema em elementos de comunicação visual pública, e algumas empresas privadas, como fabricantes de tintas e lápis de cor, também estão usando a marcação de Neiva pra identificar seus produtos. Louvável. Quero que se torne uma linguagem universal.

Você se lembra do Flickr?

O Flickr surgiu em 2004 e se mantém como um dos líderes em compartilhamento de fotos na web, ao lado do Picasa Web. A interface do Flickr é muito amigável e o site é também uma rede social para upload de fotos artísticas, pessoais, comerciais, qualquer-coisa.

Cientista no Oceano Ártico - foto de domínio público

IMHO, a tendência é que o Flickr se torne principalmente um nicho de rede social para amantes de fotografia. Embora hoje seja muito simples enviar suas fotos para, por exemplo, o Facebook, o efeito é outro. O tipo de exposição e apreciação é outra. Na rede social genérica (e.g. Facebook), suas fotos são publicadas ostensivamente para todos os seus amigos, que estão recebendo ao mesmo tempo diversas outras informações sobre você, sobre sua vida, sobre onde fulano está, o que o vizinho gosta, o que seu primo curte. Não se questiona esse fluxo de informações do Facebook – pelo menos neste momento. Mas é diferente de uma rede específica para publicação e intercâmbio de fotos. No Flickr, o público é mais segmentado, em relação a imagens e fotografia.

O Flickr também provê uma API muito completa para se fazer plugins, scripts e programas. Há alguns meses, fizemos um plugin na plataforma de E-commerce da Polvo que mantém a conta do Flickr atualizada com o catálogo do cliente no site. Veja o resultado aqui. Além do fator social, o Flickr é também útil como catálogo de imagens, pois tem um bom ranking em buscas orgânicas e a apresentação visual é ótima. É fácil navegar entre as imagens, visualizar o que há nas galerias, e as fotos normalmente tem alta resolução.

Como fazer a fan page da sua marca no Facebook?

Presença nas redes sociais é item obrigatório no mix de divulgação de marca que deseja se estabelecer ou deslanchar em seu mercado. As possibilidades são diversas, gente dizendo que entende do assunto é o que não falta. A Polvo está aqui pra contar e provar que pode e sabe tirar proveito das comunidades online em prol de seus clientes.

Vamos falar de Facebook?

Se você esteve online nos últimos cinco anos, acompanhou o boom do Orkut e, mais recentemente, a explosão do Twitter. Livros, artigos, opiniões, previsões e todo tipo de informação foi dita a respeito do uso dessas redes – desde os alarmes sobre riscos reais relacionados a crimes, devaneios de gente com mania de perseguição e até a sugestão de usos impensáveis, como a ideia sensacional da padaria inglesa que avisa em tempo real sobre o pão quentinho a seus seguidores.

A bola da vez é o Facebook. Organizado, simples e com um modelo de interação muito mais amigável do que o Orkut, a comunidade do Homem do Ano, Mark Zuckerberg, cresce exponencialmente no Brasil e, nessa onda, lança constantemente novos produtos para fazer render seu potencial comercial. E angaria mais e mais usuários.

pf_fb

Pra quem quer pegar leve e começar a experimentar o Facebook como ferramenta de divulgação, mas sem investir em anúncios no site, a fan page é uma opção bem interessante. Qualquer conteúdo relacionado à marca pode ser divulgado neste canal: portfólio, lançamentos, promoções, sorteios, etc. A fan page pode ser desenvolvida em Flash (animada) ou HTML e levar o usuário para outras páginas da marca dentro do FB ou para um site externo. As possibilidades são infinitas e cada marca deve explorar o canal de forma única, voltada aos desejos de seus usuários aliados a seus objetivos comerciais.

A Polvo desenvolveu, entre as ações online para a Prata Fina, a fan page da rede de joias em Prata no Facebook. Sabemos que é um projeto em constante desenvolvimento e estamos atentos aos resultados para aprimorá-lo continuamente, mas estamos satisfeitos com a receptividade inicial que essa exposição está recebendo dos clientes de nosso cliente.

Se você veio parar nesse post em busca de um parceiro para trabalhar para sua marca na rede social que mais cresce no Brasil, encontrou. Entre em contato conosco e vamos realizar juntos!

APPs para uma cidade melhor

A cidade de Nova York criou um concurso e premiou os vencedores da segunda edição do “Big Apps 2.0″, evento criado para estimular desenvolvedores a criarem aplicativos para dispositivos móveis baseados em dados sobre a cidade e com a finalidade de, de qualquer forma, ajudar no cotidiano de seus habitantes.

Tem de tudo: avaliação de restaurantes (com direito a dados sobre visitas da vigilância sanitária local), horários de funcionamento de bibliotecas, turismo otimizado de acordo com verba e tempo disponíveis, e por aí vai. Chama a atenção a grande quantidade de facilitadores de mobilidade (vagas em estacionamentos, táxis livres, horários de trens/metrôs, etc). Legal perceber que, além de xingar muito no Twitter, tem gente também interessada em ajudar a resolver o aparentemente insolúvel problema do trânsito nas grandes cidades.

De novo, fui obrigada a tungar o post genial do Tiago Dória.