Gabriel Weinberg é um moço parecido com Rivers Cuomo. Formado em física no MIT, ganhou seus primeiros milhões antes dos 30 anos, ao vender para o ClassMates.com seu projeto NamesDatabase, empresa que centralizava um grande banco de dados de contatos pelos quais outros contatos pagavam para acessá-los.
Com essa bolada no bolso, os jovens Greinberg e sua esposa foram atrás daquilo que todos deveríamos ir no caso de termos uns milhões à disposição: vida afastada da cidade grande, wi-fi, filhos por perto e tempo para semear e cultivar boas e novas ideias. Enquanto cuidava das crianças durante o dia e a esposa trabalhava fora, Grinberg começou a conceber seu novo projeto: uma ferramenta de busca voltada à praticidade, que ofereça primordialmente respostas ao invés dos habituais links e que não rastreie o usuário para fornecer a ele informações adequadas ao seu perfil, mas sim o retorno prático àquilo que ele está buscando.
Era o nascimento do DuckDuckGo. Um buscador diferente, limpinho e interessado em te atender antes de te vender ou te engambelar. A parceria com o WolframAlpha (nosso velho conhecido) é um dos pontos altos da ferramenta – basta dar uma olhada na imagem abaixo:
Antes de te dar um link, ele te dá uma resposta conceitual. E mais uns anunciozinhos, discretos, que é preciso ganhar dinheiro. E sem saber quem você é. Numa página com rolagem infinita, sem te forçar a ficar clicando páginas e páginas. Com essa forma (e logo) hipster, a ferramenta de Grinberg é o contraponto ao Google e ao Bing e pode se firmar como uma alternativa “orgânica” aos gigantes. E ganhar força entre o público – crescente – que teme os Grandes Irmãos.
É assim que o DuckDuckGo assina no rodapé da página inicial. :~
Favoritei. Alegria de palhaço é ver o circo pegar fogo, vou fazer a minha parte. Considero que seria saudável demais pararmos de alimentar a roda-viva que o comércio eletrônico vive em sua relação com o AdWords, cada vez mais discreto e agressivo nas páginas de resultados.

