BLOG DA POLVO! Inspirações, tendências, tecnologia, novidades, piadas internas, curiosidades, tiração de chapéu: aqui, a equipe da Polvo compartilha links, pensamentos e outros causos relacionados a web e design.

Arquivo da Categoria ‘refletindo’

10 anos em ícones

5 de janeiro de 2010 às 14:24 por carla

Os principais ícones dos últimos 10 anos em diversas áreas da vida (dos estadiunidenses, mas que acabam se espalhando e virando de todo mundo) viraram desenhos e foram tabulados pelo designer Phillip Niemeyer no site do New York Times. Ficou lindo e pode ser visto bem grandão aqui.

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No Impact Man – um ano vivendo sem produzir impacto ambiental

17 de novembro de 2009 às 17:18 por carla

Sem elevador, carro, trem ou avião. Sem produtos industrializados de nenhuma categoria – comida, cosméticos, etc. Sem eletricidade, sem depositar lixo para coleta. A princípio, pode parecer que Colin Beavan se excedeu na marijuana orgânica e resolveu praticar aquele esporte chato do desprendimento material. Mas, ao assistir o trailler do documentário sobre a experiência dos Beavan, dá pra reconhecer o quanto a família aprendeu e ganhou com a experiência:

Quase chorei quando o tio mandou fora os potinhos de banheiro da dama. JÁ PENSOU?

Imagina só: um ano vivendo produzindo o menor impacto ambiental possível, reciclando lixo, comendo apenas vegetais orgânicos, usando como transporte bicicleta ou os próprios pés, subindo de escada ao invés de elevador. E o mais louco de tudo: criar uma criança de dois anos durante esses doze meses de libertação, sem Hi5 ou Lazy World. Muita gente chama de extremismo e diz que a iniciativa é lugar-comum e caça-níquel. Eu já acho que, se todo mundo fizesse diariamente um pedacinho do que os Beavans fizeram durante um ano todo, dava pra melhorar facinho a vida nesse mundão e colaborar para o fim dessas ventanias e chuvaradas entremeadas de calores infernais. Prontofalei.

Ideias e seus antídotos

16 de novembro de 2009 às 9:02 por carla

Alguém (não sei quem, não tenho a fonte) resolveu representar e compartilhar com o mundo um dos maiores dilemas daqueles que trabalham com criação: a aprovação de uma ideia.

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Clica que cresce!

A discussão é recorrente e o papo pode ser meio cansativo para quem não é da área. Entretanto, quem é deve concordar comigo que, quanto mais insistirmos em exorcizar esses entraves, maior é a chance de eles deixarem de existir. Ao lembrar os culpados dos resultados (ou dos des-resultados) de suas ações, talvez estejamos oferecendo a oportunidade de eles avaliarem sua postura e, quem sabe, deixar o trabalho de criação pra quem sabe e está sendo remunerado para fazê-lo.

Juliet, Naked – novo livro de Nick Hornby

18 de setembro de 2009 às 11:53 por carla

Nick Hornby é um homem de áries (alguém duvidava?) e nosso (licença poética) escritor do coração. Não é o preferido, nem o mais brilhante, mas há nele um algo único e inexplicável, que faz seus livros parecerem ter sido escritos por aquele camarada gozado que todo mundo conhece e isso é muito cativante. Os personagens e situações são sempre muito verossímeis, ele é fã de coisas boas do pop e seu texto está sempre influenciado por elas e por seu dilicioso humor inglês.

Seus dois últimos livros (Slam, de 2008, e Uma Longa Queda, de 2005) não tiveram a mesma receptividade louca que os primeiros Alta Fidelidade, Um Grande Garoto e Como Ser Legal. Diiiiiiiz-se por aí que este Juliet, Naked é de arrebentar a boca do balão </vó> e nos traz de volta o Nick que conhecemos. Tucker Crowe (que seja ele o novo Rob Gordon) é um cantor meio one hit wonder, que se isola logo em seguida do grande sucesso e, com isso, dá aos fãs enlouquecidos a oportunidade de pirarem procurando pistas sobre seu “desaparecimento” em títulos e letras de canções. No geral, o livro é uma reflexão sobre o mundo das celebridades e os fãs insanos. Promete e eu quero!

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Encomenda pra mim.

Você trabalha por dinheiro? ou Pintou mais uma revolta

18 de junho de 2009 às 13:48 por carla

Aqui na Polvo todo mundo pratica o tradicional esporte de trocar tempo, conhecimento (expertise também, também), inteligência, dedicação, estrutura, talento e tudo aquilo que você deve ter e que, durante a maior parte do seu tempo, também está trocando com alguém (ou com muitas pessoas), por dinheiro.

Por dinheiro a gente entende montante para viver com dignidade e conforto compatível àquilo que nossas criações burguesas compreendem como suficientes, pagar as contas (isso, isso: luz, água, telefone, condomínio, escola das crianças, seguro do carro, etc), fomentar o “crescimento sustentável” da firma (ou seja, sem vender a alma pro banco) e, anualmente, cometer o excesso de viajar durante uma semaninha. É mais ou menos parecido com o que você vive? Sim ou não, é a nossa realidade. E ás vezes é tão libertador poder compartilhá-la!

Você já tentou (ou já presenciou alguém) entrar no supermercado e botar R$ 200 de mercadorias no carrinho, mas só pagar R$ 100? Já olhou uma calça de R$ 400 na vitrine da loja up-to-date e entrou dando bronca na vendedora dizendo que no Shopping das Fábricas tem jeans por R$ 40? Já tentou convencer seu médico de que precisa só de uma “cirurgiazinha”? E na concessionária – “Olha, comprei mês passado, mas furei o sinal vermelho e um cara destruiu a lateral, conserta na moral pra mim”? Duvido. Acredito se tiver vídeo.

Maaaaaaas, se você é desta nossa área (ou de alguma outra qualquer que tenha que conviver com essa impensável situação) talvez tenha que constantemente explicar pra algum cliente, com educação e de forma didática, que uma “alteraçãozinha” é trabalho. E que talvez ele não consiga dimensionar exatamente esse diminutivo porque simplesmente não é da área. E que (essa parte geralmente fica como mantra interno) você nunca passou na empresa dele e tentou levar um produto ou serviço na faixa – não que tenha faltado vontade, mas porque é dessa forma que o mundo capitalista funciona tanto no caminho de ida quanto de volta (a gente pode permutar, quando convém a ambos).

Eu passo vontade diariamente. Além de estar grávida (he), sou GENTE. Muito menos suscetível do que a massa aos apelos de consumo, mas suscetível, sim. Quero ter um suupercarro, suuuper casacos e botas, um celular turbo, o set de roupas de bebê mais cool deste Brasil, cabelos, pele e corpo suuuperbem tratados, todos os livros do mundo, uma mesa na sala pra mais do que 4 pessoas. Não tenho porque, hoje, não dá. Não que os fornecedores dessas paradas sejam daquele tipo desprezível de ser humano que ousa trocar esses itens por dinheiro (!), mas porque o dinheiro que eu tenho apenas não é suficiente pra viver e ter tudo isso.

O que eu faço?

Procuro aquilo que cabe no meu bolso. Sem ofender ou destratar ninguém por estar tentando me cobrar quanto acredita que seu produto/serviço valha. E sem pelamordedeus tentar convercer alguém de que seu trabalho possa/deva ser realizado de graça ou por 1/3 do valor pedido. POR DEUS, não pode fazer isso. Dignidade já.

Da mesma forma como já fomos recebidos como mercenários, colecionamos relatos de clientes que optaram pela Polvo porque nosso trabalho era o mais barato, ou pelo menos o que apresentava mais benefício considerando o valor solicitado. Prova que o mercado tá aí, cheio de opções. Dá pra desfilar de calça de R$ 400 ou de R$ 40, só não vale pedir caridade. Isso a gente faz: pra quem notoriamente precisa e merece.

Ah, aliviei.

***

Este post foi inspirado por uma série de passagens que presenciei nos últimos dias e também no mui adequado vídeo enviado por meu camaradinha Diego (desculpa, Diego: tenho outro), que parece que estava esperando no meu inbox pra ser assistido na hora certa. E a hora certa chegou há uma hora:

“Já a mulher, nunca admite”

6 de abril de 2009 às 17:28 por carla

Gente do céu. Desculpa que eu sou um tantinho machista, mas PUXA VIDA, quase caí da cadeira quando trombei com a verdade linda, transparente e cristalina do que conta Alexandre Matias reproduzindo Mario Bortolotto citando um carcereiro. Vergonha absoluta da classe.